Créditos da imagem: David Gray/AFP / Getty Images
Redes sociais: O debate sobre o impacto das telas na saúde mental dos jovens virou o jogo no cenário político global. O Reino Unido acabou de se juntar a uma lista crescente de nações que decidiram adotar uma postura rígida: banir o acesso de crianças e adolescentes às principais redes sociais.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, oficializou a proposta de barrar menores de 16 anos em plataformas como TikTok, Instagram e Snapchat. A medida segue os passos da Austrália, que abriu esse precedente histórico e acendeu um alerta mundial sobre o tema.
Confira abaixo como essa tendência está se espalhando e quais países já tomaram partido.
O pioneirismo da Austrália e o peso das multas
A Austrália saiu na frente e aprovou a proibição total para menores de 16 anos. O modelo australiano serve de espelho para os outros governos e foca na responsabilidade das empresas de tecnologia.
- Plataformas barradas: Facebook, Instagram, TikTok, X (antigo Twitter), YouTube, Reddit e Twitch. Ferramentas de mensagem como o WhatsApp ficaram de fora.
- Punições pesadas: As redes que não criarem sistemas eficazes de verificação de idade podem receber multas de até 34 milhões de dólares americanos.
- Sistemas de controle: O governo exige múltiplos métodos de checagem para garantir que o usuário realmente tenha a idade permitida.
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O cenário na Europa: regras diferentes por região
A Europa virou o principal campo de batalha legislativo dessa nova tendência, com propostas avançando em velocidade recorde nos parlamentos.
Na França, os deputados já aprovaram o veto para menores de 15 anos, uma bandeira defendida pelo governo para reduzir o tempo excessivo de tela. A Espanha planeja o corte nos 16 anos e quer ir além, responsabilizando criminalmente os executivos das redes por discursos de ódio.
A Dinamarca e a Áustria miram restrições até os 14 e 15 anos. Na Alemanha, a coalizão do chanceler Friedrich Merz discute barrar menores de 16 anos, embora partidos de centro-esquerda ainda demonstrem resistência a uma proibição total. Países como Grécia, Polônia e Eslovênia também têm projetos parecidos em andamento.
Ásia e Américas entram na onda de restrições
Fora do continente europeu, o movimento também ganha força. O Canadá apresentou um projeto de lei focado em segurança digital para menores de 16 anos, mas abriu uma brecha: as redes podem operar se provarem que possuem defesas robustas de proteção aos jovens.
Na Ásia, Indonésia e Malásia correm para tirar os menores de 16 anos das plataformas ainda este ano. O plano indonésio inclui o bloqueio não apenas em redes tradicionais, mas também em jogos populares entre o público infantil, como o Roblox.
Críticas e os desafios reais de fiscalização
Apesar do avanço das leis, o movimento enfrenta resistência de especialistas e entidades de direitos digitais, como a Anistia Internacional. Os críticos apontam que proibições totais costumam ser ineficazes porque os jovens sempre encontram formas de burlar os bloqueios.
Existe também um receio quanto à privacidade, já que os métodos para provar a idade na internet costumam exigir documentos ou biometria facial. Governos como o do Reino Unido reconhecem que a aplicação será um desafio técnico imenso, mas defendem que o risco à saúde mental e à exposição a crimes virtuais justifica o esforço.
Com informações de techcrunch