Créditos da imagem: Sony / The Verge
O Xperia 1 VIII finalmente muda o visual depois de 6 anos. Mas a mudança veio na direção errada.
O bloco quadrado da câmera imita iPhone e Motorola. A Sony abandonou a identidade própria. E o pior: matou o zoom óptico contínuo para caber um sensor maior.
O que ninguém está contando sobre a telefoto
O sensor de 1/1,56″ é quase 4x maior que o do Xperia 1 VII. Número impressionante. Mas veio com um custo escondido.
A lente equivalente a 70mm é fixa. Não há mais transição suave entre distâncias focais. Vídeos com zoom perderam a fluência.
A Sony trocou uma vantagem real (zoom óptico variável) por um número de marketing (tamanho do sensor). Usuários de verdade vão notar na primeira gravação.
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3 consequências práticas que ninguém está prevendo

1. YouTubers de review vão destruir o telefone em maio
Canais de fotografia móvel testam zoom em movimento. O Xperia 1 VIII vai falhar nesse teste.
A consequência: os primeiros 20 reviews vão cravar “piorou em relação ao modelo anterior”. A Sony perde o pouco hype que tinha.
2. O mercado de acessórios para celular vai ignorar o Xperia
Fabricantes de grip, lente externa e case com tripé focam em iPhone e Samsung. Com o zoom óptico morto, os acessórios existentes não funcionam bem.
Quem comprar o Sony vai ter que importar case da Ásia. Prazo de entrega: 30 dias. Preço: o dobro.
3. Lojas físicas vão empurrar o modelo anterior como “melhor oferta”
O Xperia 1 VII ainda tem zoom contínuo. Vendedor com comissão prefere limpar estoque antigo a explicar a “nova vantagem” do sensor maior.
Resultado: o 1 VIII encalha na prateleira. Em 6 meses, promoção de 40% de desconto. Em 12 meses, saída de linha.
O assistente de IA é um cavalo de Troia
A Sony copiou o Camera Coach do Google. Mas com uma diferença mortal: está ligado por padrão.
Antes de cada foto, o telefone sugere enquadramento, filtro e lente. O usuário médio vai acreditar que aquilo é “o jeito certo”.
Fotógrafos avançados vão gastar 15 minutos nas configurações desativando tudo. Os dois grupos ficam frustrados.
E ninguém perguntou: que dados a Sony coleta dessas sugestões? O termo de uso não diz.
O preço é de flagship, as atualizações são de intermediário
US$ 1.765. Quatro anos de updates de sistema. Seis de segurança. Samsung e Google entregam 7 anos. Apple, 8.
O Snapdragon 8 Elite Gen 5 é potente. Mas sem atualização longa, o telefone vira lixo eletrônico premium em 2030.
Empresas que compravam Xperia para equipes de campo vão migrar para iPhone. O custo de trocar de aparelho a cada 4 anos é maior que o de comprar um Pixel mais caro.
O botão do obturador não salva nada
A Sony colocou acabamento serrilhado no botão físico. Lindo. Inútil.
O sensor grande exige tripé para evitar microtremores. Botão físico nenhum resolve instabilidade.
É um item de nostalgia para quem usou câmera em 2010. O mercado de 2026 quer estabilização por IA, não gatilho mecânico.
O conector de fone e o microSD são armadilhas
Parece pró-usuário. Mas o Snapdragon 8 Elite Gen 5 esquenta mais com cartão de memória lento.
Quem comprar um microSD barato no mercado livre vai ter travamento. A Sony vai culpar o usuário. O usuário vai culpar a Sony.
Os dois estarão certos. E nenhum vai comprar o Xperia 1 IX.
O que a Sony não entendeu
Hardware excelente não vende telefone. Ecossistema, atualizações e identidade visual vendem.
A Sony mudou o visual para parecer com iPhone. Matou o zoom óptico para caber um sensor maior. E manteve o preço de US$ 1.765.
Pergunta para você:
Qual foi o último telefone que você deixou de comprar porque as atualizações de software eram curtas demais — e quanto você pagou no modelo que escolheu no lugar?
Com informações de The Verge.