Créditos da imagem: Giovanna Lima/Reveio
Cuidado, Suno!
O Spotify acaba de anunciar um acordo histórico com a Universal Music Group (UMG). A novidade vai permitir que os fãs criem remixes e covers de suas músicas favoritas usando inteligência artificial generativa.
A ferramenta funcionará como um recurso adicional pago, exclusivo para assinantes do Spotify Premium. O grande diferencial é que os artistas receberão uma participação nos lucros pelas músicas criadas com base em seus trabalhos.
Regras do jogo e bastidores
Os preços e a data oficial de lançamento ainda não foram revelados pelas empresas. No entanto, o Spotify confirmou que o ecossistema está sendo desenhado sob o lema de “acordos prévios, sem precisar pedir desculpas depois”.
“O que estamos construindo se baseia no consentimento, no crédito e na remuneração dos artistas e compositores”, afirmou Alex Norström, co-CEO do Spotify.
O presidente da UMG, Sir Lucian Grainge, também celebrou a iniciativa. Para ele, o recurso é uma forma de aproximar fãs e artistas, abrindo novas fontes de receita segura para a indústria.
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O embate dos direitos autorais
Esse movimento é uma resposta direta a plataformas como Suno e Udio. Essas ferramentas foram pioneiras na música por IA, mas cresceram em terreno jurídico instável e enfrentam processos milionários das grandes gravadoras.
Enquanto a Suno tenta resolver disputas na justiça, o Spotify mudou a estratégia: foi direto na fonte para licenciar o conteúdo legalmente. A Universal é a primeira gigante a assinar, mas o Spotify já negocia com a Sony, Warner, Merlin e Believe.
Mais tecnologia no ecossistema
O anúncio fez parte do Dia do Investidor do Spotify, que revelou outras novidades focadas em IA:
- Ferramenta de criação de audiolivros via inteligência artificial.
- Recursos automáticos de edição para podcasters.
- Novo aplicativo de desktop para produção de podcasts pessoais.
- Sistema de reserva de ingressos de shows para superassíduos.
Com informações de TechCrunch.