O Nintendo Switch 2 sofreu seu primeiro jailbreak. Um pesquisador usou a IA Codex, da OpenAI, para encontrar uma falha no jogo SmileBASIC 4 e executar código não oficial no console — incluindo personagens como Peter Griffin no exclusivo Mario Kart World .
O método é apenas de software e funciona na versão mais recente do firmware (23.0.1). Apesar do marco para a cena de mods, o desbloqueio é limitado: não é permanente e exige um jogo específico de Switch 1 a cada reinicialização .
O Que o Jailbreak Realmente Permite Fazer
O exploit, batizado de ns2jb, foi desenvolvido pelo pesquisador Sammy Hajhamid (conhecido como “pepsipu”). Ele conseguiu contornar as proteções do Switch 2 explorando uma falha de integer overflow no interpretador do SmileBASIC 4, um software de programação retrô compatível com o novo console .
A partir dessa brecha, o código alcança módulos do sistema operacional responsáveis pelo gerenciamento de arquivos. Na prática, isso abre as seguintes possibilidades:
- Mods em jogos: a demonstração oficial inseriu Peter Griffin, Hatsune Miku, Cinnamoroll e o pássaro vermelho de Angry Birds em Mario Kart World .
- Execução de homebrew: aplicativos e ferramentas criados pela comunidade independente .
- Backup de saves: acesso aos arquivos de salvamento para cópias de segurança .
- Engenharia reversa: estudo interno do funcionamento do console .
O Preço e as Limitações que a Nintendo Pode Explorar
Para replicar o processo, o usuário precisa adquirir o SmileBASIC 4 na eShop, que custa cerca de US$ 25 . Além disso, é necessário um PC na mesma rede e uma versão específica do firmware (23.0.1) .
O ponto fraco do jailbreak é sua natureza tethered: ele se perde a cada desligamento ou reinício do console. Ou seja, o procedimento precisa ser refeito do zero toda vez que o jogador quiser usar os recursos desbloqueados . Também não há controle total do kernel, o que significa que uma custom firmware permanente ainda não existe para o Switch 2 .
A Nintendo tem um caminho relativamente simples para reagir: remover o SmileBASIC 4 da eShop ou lançar uma atualização de sistema que corrija a falha. Como o vetor de entrada é um software licenciado e não uma vulnerabilidade de hardware (como foi o caso do Switch 1), a correção tende a ser rápida .
Fonte: Estadão