Apple libera lojas de aplicativos de terceiros no Brasil

Apple libera lojas de aplicativos concorrentes no Brasil

Créditos da imagem: em_concepts/Shutterstock

O ecossistema do iPhone no Brasil está prestes a passar por uma das maiores transformações de sua história. A Apple confirmou que vai começar a permitir o funcionamento de lojas de aplicativos de terceiros para os usuários de iOS no país.

A mudança é fruto de um acordo costurado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o órgão regulador de concorrência do governo brasileiro.

A decisão põe fim a uma longa disputa sobre o monopólio da App Store e segue um modelo parecido com o que a empresa já foi obrigada a adotar em solo europeu.

Confira abaixo o que muda para desenvolvedores e usuários com essa abertura.

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Como vão funcionar as lojas alternativas e as novas taxas

O grande atrativo da chegada de novos mercados de aplicativos é a quebra das taxas tradicionais da Apple. Para os criadores de conteúdo e empresas de software, as vantagens financeiras são bem significativas.

  • Taxa reduzida: A chamada Taxa Central de Tecnologia para os aplicativos distribuídos fora da loja oficial será de apenas 5% sobre as transações.
  • Aprovação obrigatória: Nenhuma loja alternativa poderá rodar sem o aval prévio da Apple.
  • Filtro de segurança: Os aplicativos vendidos fora da App Store ainda passarão por um processo de revisão simplificado, batizado de Notarização.

Essa análise rápida servirá apenas para rastrear e barrar ameaças graves, como vírus, malwares ou problemas explícitos de segurança, sem interferir no conteúdo ou nas regras comerciais do app.

O reflexo do modelo europeu em solo brasileiro

A abertura do mercado móvel no Brasil não é um experimento isolado. O plano desenhado pela Apple para o cenário nacional, incluindo a taxa de 5% e o sistema de notarização, pega carona nas regras que a gigante de Cupertino precisou engolir na Europa por conta da Lei dos Mercados Digitais.

Há anos a empresa resistia a abrir o iOS para concorrentes, alegando riscos à privacidade dos usuários. No entanto, a pressão de órgãos reguladores globais forçou a marca a flexibilizar seu sistema fechado.

Para o consumidor brasileiro, isso significa que em breve será possível baixar aplicativos direto do site de grandes desenvolvedoras ou usar lojas focadas em nichos específicos, como plataformas voltadas exclusivamente para jogos.

Com informações de Engadget

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