Créditos da imagem: Wu Xiaoling/Xinhua/Getty Images
A febre global da inteligência artificial(IA) acabou de bater na porta dos consumidores da Apple, e a notícia não é nada boa para o bolso. Em uma entrevista recente, o CEO da empresa, Tim Cook, confirmou que novos aumentos de preços nos aparelhos da marca se tornaram “inevitáveis”.
O grande culpado por trás dessa mudança é o fenômeno apelidado pelo mercado de RAMageddon. Trata-se de uma escassez mundial de chips de memória e armazenamento provocada pela demanda insaciável dos servidores que rodam ferramentas de inteligência artificial.
Como as fábricas estão priorizando as supermáquinas de IA, os componentes para eletrônicos comuns ficaram raros e muito caros.
Confira abaixo o tamanho do impacto e quais produtos devem sofrer reajustes.
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O que está acontecendo nos bastidores da Apple?
Até agora, a Apple vinha usando seu enorme poder de negociação e contratos antigos para absorver os aumentos de custos sem repassar o valor total para as lojas. No entanto, o cenário mudou e Cook classificou a situação atual como “insustentável”.
- Custos quadruplicados: Os valores de tabela de alguns chips de memória chegaram a ficar quatro vezes mais caros em relação ao ano passado.
- Margens apertadas: Consultorias do setor estimam que a Apple precisaria encarecer o próximo iPhone Pro em cerca de US$ 270 apenas para manter sua margem de lucro atual.
- Efeito em cascata: O reajuste não deve poupar nenhum dispositivo que dependa de chips DRAM ou NAND de armazenamento rápido.
Quais aparelhos devem subir de preço primeiro?
Embora o comando da Apple não tenha cravado uma data exata ou uma lista fechada de modelos afetados, analistas do mercado financeiro já sabem onde a corda vai apertar primeiro.
O alvo mais óbvio é a próxima geração do iPhone, que tem janela tradicional de anúncio marcada para setembro. O evento deve funcionar como o palco perfeito para a empresa oficializar os novos valores.
Além dos celulares, os computadores da linha Mac e os modelos mais robustos de iPad e Apple Watch estão na linha de frente para receber etiquetas de preço mais salgadas. Alguns ajustes, inclusive, já começaram a aparecer de forma discreta em mudanças de configurações de modelos de entrada na linha de computadores compactos da marca.
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O paradoxo da inteligência artificial para a Apple
O cenário se torna um tanto irônico para a gigante de Cupertino. Até o momento, o boom da inteligência artificial trouxe mais dores de cabeça do que lucros reais para a empresa.
A Apple vem sofrendo forte pressão dos investidores para acelerar suas ferramentas nativas, chegando a fechar acordos milionários na justiça para encerrar disputas sobre promessas antigas de recursos que atrasaram para sair do papel.
Durante a última conferência de desenvolvedores (WWDC), a marca finalmente mostrou avanços práticos com uma grande reformulação da assistente Siri e novas funções inteligentes. O problema é que, para rodar toda essa tecnologia avançada direto no aparelho sem depender da internet, o celular precisa de muito mais memória RAM de fábrica.
No fim das contas, a mesma IA que o consumidor deseja usar em seu novo smartphone é o fator que tornará o aparelho muito mais caro na prateleira.
Com informações de TechCrunch