OnlyFans Negocia Venda de Participação Majoritária por US$ 5,5 Bi

Por Luiz A Sanfer |

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OnlyFans venda participação

Créditos da imagem: Nikolas Kokovlis/NurPhoto / Getty Images

OnlyFans negocia uma de suas maiores transações desde sua fundação. A plataforma está em tratativas avançadas para vender uma participação majoritária de 60% do seu negócio para a empresa de investimentos Architect Capital, em um acordo que valoriza a empresa em US$ 5,5 bilhões.

Segundo fontes próximas ao negócio, a transação seria composta por US$ 3,5 bilhões em capital próprio e US$ 2 bilhões em dívida. As partes estão em período de exclusividade, impedindo que a OnlyFans busque outros compradores por tempo determinado.

Detalhes Financeiros e a Estrutura do Acordo

A valorização de US$ 5,5 bilhões é um marco para uma plataforma que surgiu em 2016 como um nicho para criadores de conteúdo. O acordo proposto daria à Architect Capital o controle operacional e decisório, com 60% das ações.

A estrutura com alavancagem (dívida) é comum em aquisições por private equity. Ela permite que o fundo de investimento faça uma aquisição grande com menos capital próprio, usando os fluxos de caixa futuros da própria OnlyFans para pagar parte do negócio.

O Histórico de Tentativas de Venda da OnlyFans

Esta não é a primeira tentativa. Em 2025, relatos indicavam que Leonid Radvinsky, o bilionário atual proprietário, buscava “sacar” e procurava compradores. Negociações anteriores com um consórcio liderado pela Forest Road Company não evoluíram.

O fato de a OnlyFans negocia recorrentemente sua venda sugere um desejo do dono atual de realizar o lucro do investimento e, possivelmente, uma estratégia de profissionalizar a gestão para escalar ainda mais o negócio ou prepará-lo para um IPO futuro.

Quem é a Architect Capital?

Fundada em 2021, a Architect Capital começou como uma credora baseada em ativos, fornecendo empréstimos garantidos por ativos de startups. A entrada como compradora majoritária da OnlyFans marca uma guinada agressiva em sua estratégia, de credora para controladora de um gigante de conteúdo.

O movimento indica que o fundo vê na OnlyFans não apenas um negócio estável, mas um ativo com potencial de expansão e monetização além do modelo atual. Eles provavelmente trarão uma gestão mais focada em eficiência e expansão para novos mercados ou verticalidades.

Do meu ponto de vista, esta transação é um ponto de inflexão para a economia dos criadores. A venda de uma plataforma tão icônica e dominante em seu segmento para um fundo de private equity sinaliza a maturidade e financeirização deste setor.

OnlyFans negocia sua independência em troca de capital e expertise para seu próximo capítulo. Para os criadores, isso gera uma dualidade: por um lado, a plataforma pode se tornar mais estável e profissional; por outro, pode se tornar mais impessoal e focada em métricas de lucro acima de tudo.

Os Desafios e Controvérsias da Plataforma

A OnlyFans sempre caminhou sobre uma linha tênue. Apesar de se declarar não como um site pornográfico, a maioria esmagadora de sua receita vem de conteúdo adulto. A plataforma enfrentou ações judiciais acusando-a de lucrar com vídeos abusivos e teve conflitos com processadores de pagamento.

Um controlador institucional como a Architect pode buscar “limpar” a imagem do negócio para uma eventual oferta pública (IPO), o que poderia levar a políticas de conteúdo mais restritivas. Essa é uma das maiores incógnitas e fontes de ansiedade para a base de criadores.

Impactos para os Criadores e o Futuro da Plataforma

A grande pergunta é: o que muda para quem produz o conteúdo? Fundos de private equity são conhecidos por buscarem eficiência e crescimento de receita. Isso pode se traduzir em:

  1. Taxas de plataforma: Pressão para aumentar o percentual cobrado dos criadores.
  2. Novos serviços pagos: Ferramentas de promoção, analytics avançados ou verificações em troca de assinaturas.
  3. Expansão para novos formatos: Investimento em áudio, realidade virtual ou outras mídias para ampliar o mercado.
  4. Crackdown em contornos: Políticas mais rígidas para evitar chargebacks e fraudes, possivelmente afetando a liberdade criativa.

O futuro pode ver a OnlyFans tentando se diversificar para além do conteúdo adulto, atraindo mais criadores de fitness, culinária, educação e outras áreas, seguindo o caminho de plataformas como Patreon, mas com uma audiência já condicionada a pagar por conteúdo exclusivo.

A transação, se concluída, será um estudo de caso sobre como o capital de risco enxerga o longo prazo da economia de criadores. É um voto de confiança bilionário de que o modelo de assinaturas diretas tem espaço para crescer muito além do seu estado atual.

Quer entender todos os detalhes financeiros e o perfil do possível novo controlador? Leia a reportagem completa no TechCrunch e acompanhe o desfecho desta negociação bilionária.

Luiz A Sanfer

Sou editor-chefe do Reveio, especialista em tecnologia, reviews e guia de compras. No site desde 2020, formado em Ciências da Computação. Além de grande fã da área TI, sou apaixonado por estratégia digital, gestão de pessoas.

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